Chamada para artigos | Dossier | Reivindicações Feministas e Políticas Públicas. Avanços, Resistências e Retrocessos nos Processos de Institucionalização da Perspectiva de Gênero na Argentina

Reivindicações Feministas e Políticas Públicas. Avanços, Resistências e Retrocessos nos Processos de Institucionalização da Perspectiva de Gênero na Argentina.

Convocatoria: Volumen 7 • Número 20 • Enero-abril 2026

| Dossier | Publicación Continua |

Reivindicaciones feministas y políticas públicas. Avances, resistencias y retrocesos en procesos de institucionalización de la perspectiva de género en Argentina

Editoras invitadas sección dossier

Romina Accossatto - Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas

Paulina Serú - Universidad Nacional de Cuyo

Lucía Marinelli - Universidad Nacional de Rosario

 

Fecha límite de envío: 28 febrero 2026

Normas editoriales: instrucciones y plantillas  

Método de envío: Consultar checklist

Idiomas aceptados: español, inglés o portugués

Sección general: la convocatoria está abierta todo el año. Los artículos se reciben cualquier día del año: Convocatoria Permanente


Desde o retorno democrático em 1983, as demandas dos feminismos e coletivos LGBTIQ+ na Argentina começaram a permear as instituições públicas, demonstrando seu crescente protagonismo nos processos democráticos do país. Eles conseguiram instalar problemáticas e debates em agendas que atravessam diferentes âmbitos da vida social, impulsionando transformações epistêmicas e estruturais. Seu devir como força social incidiu nas relações cotidianas, nos espaços coletivos e organizativos – partidos, sindicatos, organizações sociais e profissionais, instituições públicas e privadas –, assim como na ampliação de direitos em matéria de violências de gênero, saúde sexual e reprodutiva, diversidade sexual, participação política, entre outros (Valobra, 2018). Por sua vez, impulsionaram a criação de institucionalidade por meio de mecanismos alocados em diferentes áreas e escalas do Estado: observatórios, secretarias, programas, diretorias, ministérios (Guzmán, 2001).

Embora, ao longo das últimas quatro décadas, o processo de institucionalização das demandas desses movimentos tenha percorrido um caminho sinuoso, com avanços e resistências, no final de 2023 configurou-se uma conjuntura sem precedentes. A expressão política La Libertad Avanza assumiu o governo nacional desmantelando políticas de gênero que haviam demandado grande esforço para implementar. Nesse contexto, o antifeminismo de Estado consolidou-se como um traço distintivo da atual reação neoconservadora e de extrema-direita no país (Gago, 2019). Esse fenômeno denominado "backlash" representa uma ameaça direta aos direitos conquistados (Zaremberg, Tabbush & Friedman, 2021).

Esta proposta de publicação insere-se num campo de debates que recobra relevância e atualidade. As tensões entre autonomia e institucionalização foram apontadas como um dos temas persistentes tanto na política feminista quanto nos estudos sobre políticas públicas (Kirkwood, 2019; Anzorena, 2013). As relações entre feminismos e Estado não são homogêneas nem lineares, mas se configuram de maneira contingente em função do cenário histórico, político e social em que se situam (Anzorena, 2019). A conjuntura atual tensiona esses vínculos ao colocar em evidência limites estatais históricos e novas resistências produto de uma reconfiguração no cenário político. Assim, os feminismos não se limitam a sustentar e defender suas agendas, mas assumem um papel de contrapeso democrático frente a projetos autoritários, regressivos ou de desresponsabilização estatal. Neste marco, convocamos trabalhos que explorem os avanços, resistências e retrocessos nos processos de institucionalização das reivindicações feministas desde o retorno democrático até a atualidade.

Temas Especiais de Interesse:

  • Movimento Feminista e Estado: Relações e Dinâmicas de Poder

  • Institucionalização da Perspectiva de Gênero nas Políticas Públicas: Avanços, Desafios e Limitações

  • Ampliação de Direitos e Avanços Legislativos em Matéria de Gênero

  • Transversalização da Agenda Feminista na Sociedade Civil: Espaços, Atores e Estratégias das Organizações Sociais, Sindicatos, Escolas, Universidades, Associações Profissionais, Cooperativas de Trabalho e Redes Comunitárias.