Resumo
Este artigo examina as formas pelas quais a população estudantil da Geração Z percebe e reinterpreta as proibições dos ambientes digitais atuais, particularmente aquelas associadas à moderação algorítmica, à regulação de conteúdo e às restrições de visibilidade. O objetivo do estudo é compreender a relação entre esses sistemas de controle e as práticas comunicativas da população jovem, bem como sua relevância para a construção da identidade digital e da cidadania comunicativa. A pesquisa foi realizada com um desenho não experimental, transversal e de tipo misto, que articula a aplicação de um questionário a jovens de 18 a 25 anos com a realização de entrevistas com docentes-pesquisadores especializados em comunicação digital. Os resultados evidenciam que os jovens convivem na habitualidade com limitações de acesso, critérios pouco transparentes de moderação de conteúdo e processos de autocensura, o que incide em seus modos de participação, expressão e autocuidado digital. Conclui-se que as proibições digitais não apenas operam como mecanismos de regulação, mas configuram práticas de agência, negociação identitária e autorregulação comunicativa.
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